Opinião: Grêmio tem técnico novo, mas velhos problemas continuam preocupando no time

Derrota para o Botafogo mostrou que a troca de técnico não resolveu os problemas defensivos e de criação que preocupam o Grêmio. Derrota para o Botafogo e...

Opinião: Grêmio tem técnico novo, mas velhos problemas continuam preocupando no time
Opinião: Grêmio tem técnico novo, mas velhos problemas continuam preocupando no time (Foto: Reprodução)

Derrota para o Botafogo mostrou que a troca de técnico não resolveu os problemas defensivos e de criação que preocupam o Grêmio.

Derrota para o Botafogo expôs problemas defensivos e falta de criatividade que o Grêmio precisa corrigir rapidamente.

O Grêmio saiu do Rio de Janeiro derrotado pelo Botafogo e, mais do que o resultado, deixou novamente uma sensação incômoda para o torcedor. A troca no comando trouxe um novo técnico, mas **os velhos defeitos da equipe continuam aparecendo**. Sistema defensivo distante, time espaçado e pouca criatividade na segunda linha do meio de campo foram problemas evidentes durante a partida.

O Botafogo começou o jogo em cima, pressionando e encontrando espaços diante de um Grêmio que teve muitas dificuldades para competir. A equipe gremista não conseguia aproximar seus setores e, quando recuperava a bola, encontrava enormes dificuldades para construir as jogadas. Noriega e Villasanti, jogadores que normalmente entregam muito mais, também estiveram abaixo do nível que estão acostumados a apresentar.

Um Grêmio espaçado e sem força para reagir

O primeiro gol do Botafogo acabou sendo praticamente uma síntese dos problemas defensivos apresentados pelo Grêmio. **A distância entre os jogadores e a falta de proteção fizeram o time sofrer**, enquanto o adversário encontrava caminhos para atacar. Em determinado momento, a impressão era de que o Grêmio não tinha forças sequer para equilibrar a partida.

Quando a equipe ainda tentava encontrar respostas, Jovane Cabral apareceu para ampliar a vantagem com um gol de falta. O cenário ficou ainda mais complicado, principalmente porque o Grêmio não conseguia transformar posse ou recuperação de bola em oportunidades claras. Faltava aproximação, faltava criatividade e, principalmente, faltava capacidade para incomodar o Botafogo de maneira constante.

Na volta do intervalo, esperava-se uma mudança de comportamento. Mas os problemas continuaram. O Botafogo permanecia perigoso e o Grêmio seguia permitindo espaços, com os setores novamente distantes. **O novo comando não conseguiu, naquele momento, eliminar problemas que já são conhecidos do torcedor gremista.

**Quando o Botafogo chegou ao 3 a 1, a partida parecia encaminhada. O Grêmio precisava encontrar uma reação praticamente no limite e conseguiu voltar para o jogo após uma bola colocada na área. Gustavo Martins apareceu para marcar o segundo gol gremista e reacender uma esperança que, pouco antes, parecia ter desaparecido.

A partir daí, o Grêmio passou a acreditar novamente. Carlos Vinícius chegou a marcar o gol que poderia representar o empate, mas o lance foi invalidado por impedimento. E é justamente aqui que fica uma discussão que promete continuar nos próximos dias, porque **a imagem disponibilizada do lance não parece clara o suficiente para determinar o impedimento com segurança**. Pelo contrário, a leitura visual permite a interpretação de que os atletas estavam na mesma linha.

O Grêmio precisa reagir, mas também precisa ser respeitado

Independentemente da discussão sobre a arbitragem, o Grêmio precisa reconhecer os próprios problemas. A atuação defensiva esteve longe do ideal, a equipe ficou espaçada e a criação praticamente não apareceu durante boa parte da partida. **Não adianta esconder as deficiências atrás da arbitragem**, porque os erros cometidos pelo próprio time precisam ser corrigidos.

Ao mesmo tempo, existe uma frustração legítima quando situações controversas voltam a acontecer contra o Grêmio e, posteriormente, surgem reconhecimentos de erros que já não conseguem devolver os pontos perdidos. O torcedor gremista não quer uma explicação depois do prejuízo. Quer que as decisões sejam tomadas corretamente enquanto a partida ainda está acontecendo.

Por isso, a discussão sobre o impedimento de Carlos Vinícius não pode ser simplesmente ignorada. Se a imagem não apresenta clareza suficiente para determinar a infração, é natural que exista questionamento sobre a decisão. **O prejuízo acontece no campo e qualquer reconhecimento posterior chega tarde demais para mudar o resultado.

**Agora, porém, não há tempo para ficar olhando apenas para o que aconteceu no Rio de Janeiro. O Grêmio terá a apresentação de Renato Portaluppi nesta quinta-feira, e o novo momento precisa começar imediatamente. Mais do que discurso, será necessário recuperar jogadores, reorganizar o time e fazer com que atletas importantes voltem a apresentar o futebol que já demonstraram.

É justamente por isso que Noriega e Villasanti merecem atenção. São jogadores que podem entregar mais e que precisam recuperar confiança e desempenho. O mesmo vale para o sistema defensivo e para a segunda linha do meio de campo, setores que precisam estar mais próximos para que o Grêmio tenha equilíbrio e consiga jogar futebol de maneira mais competitiva.#### Renato chega diante de problemas conhecidosRenato Portaluppi chega sabendo que terá muito trabalho pela frente. **Técnico novo não significa, automaticamente, time novo.

** Se os problemas estruturais permanecerem, a troca no comando terá pouca capacidade de produzir uma transformação imediata. O primeiro desafio será justamente corrigir aquilo que vem se repetindo.

E agora o torcedor precisa fazer a parte dele. É hora de recuperar o ambiente, lotar a Arena e empurrar o Grêmio contra o Palmeiras no domingo. O time precisa responder dentro de campo, mas **a Arena cheia pode ser um combustível importante para esse novo começo**. Depois de uma derrota que expôs velhos defeitos, o Grêmio precisa mostrar que é capaz de construir uma nova história.